Saúde Materna e Neonatal

Saúde

Segundo o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), grande parte das mortes maternas e de recém-nascidos que ocorrem em todo o mundo poderiam ser evitadas por meio de ações que garantam acesso a mães e bebês à nutrição adequada, melhores práticas de higiene, atendimento pré-natal, partos assistidos por agentes de saúde especializados e atendimento obstétrico e neonatal de emergência. No Brasil, o artigo 8º do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) assegura a todas as mulheres o atendimento pré-natal e perinatal. A atenção pré-natal é fundamental, pois possibilita a identificação precoce de agravos e riscos à gestação, evitando assim, complicações para a saúde da mãe e do bebê. Entretanto, a mortalidade materna ainda representa um dos maiores desafios do Brasil em relação à saúde. A meta dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio determinava que até 2015 esse indicador deveria ser de 35 óbitos por 100 mil nascidos vivos, porém a média nacional era de 58,1 óbitos em 2013. Além disso, a alta taxa de partos cesáreos realizados no país também preocupa. A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza que o total de partos cesáreos em relação ao número total de partos realizados em um serviço de saúde seja de 15%. Porém, mais da metade de todos os partos realizados no país são cesáreos.

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